A Direção da AFUSE repudia a invasão da sede central da APEOESP por um grupo liderado pelos vereadores Kleber Ribeiro, do PL de Guarulhos, e Eduarda Campopiano, do PL de Praia Grande, nessa segunda-feira (14). A ação contou com a sustentação de cerca de 15 integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL).
O MBL, como se sabe, apoiou e trabalhou pela eleição do ex-presidente presidiário, Jair Bolsonaro (PL), que tentou um golpe de estado com outros militares após as eleições democráticas que escolheram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O argumento de que a manifestação era um protesto contra o reajuste do Piso Nacional do Ministério, que ainda não foi divulgado, é uma falácia descarada. Porém, revela como agem os golpistas. Ainda que fosse efetivamente essa a razão, não era na sede de uma entidade que luta há 81 anos em defesa dos professores e professoras que o ato deveria ocorrer.
Na prática, sem argumentos plausíveis e aceitáveis, os representantes da extrema-direita, que aposta na violência e na intimidação, dizem que o verdadeiro ódio é direcionado à educação pública e aos trabalhadores e às trabalhadoras que lutam arduamente pela qualidade do ensino em São Paulo.
Outra estratégia de fascistas é buscar desviar o assunto quando a água começa a subir e se torna perigosa a seus protagonistas. Seria mera coincidência que a ação do MBL tenha ocorrido no mesmo dia em que a imprensa divulgou que um dos alvos da investigação da Polícia Federal sobre fraudes no Banco Master seja o maior doador da campanha do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos)?
Tão grave quanto o fato em si é a participação de parlamentares em exercício de mandato, que deveriam zelar pela democracia, mas promovem ações criminosas.
A AFUSE reafirma seu apoio à APEOESP, se solidariza com sua direção e militância e cobrará das autoridades que os envolvidos sejam punidos.
Quem quer ver o Brasil livre da democracia não terá vida fácil. O movimento sindical sempre combateu a truculência e seguirá em defesa da classe trabalhadora e dos direitos trabalhistas, assim como manterá a solidariedade a organizações que nasceram no enfrentamento à ditadura e ao fascismo.
AFUSE
A Diretoria
São Paulo, 15 de janeiro de 2026