
Por JANDIRA ANTÔNIA DE MOURA OLIVEIRA
Secretária de Aposentados e Assuntos Previdenciários
Uma pesquisa divulgada em 24 de janeiro mostrou o que já temos observado há um bom tempo: mesmo após se aposentar, trabalhadoras e trabalhadores seguem no mercado de trabalho.
O levantamento apresentado pela Serasa em parceria com o instituto Opinion Box avaliou que 63% fazem essa opção para complementar a renda, 57% para manter uma vida mais dinâmica e 32% para continuar se sentindo produtivos.
No setor público, isso não é permitido, mas certamente, muitos companheiros e companheiras, se pudessem, seguiriam nas escolas.
Não apenas pelo compromisso em fazer um ensino de melhor qualidade, mas também porque as condições de trabalho oferecidas ao longo dos anos pelo governo de São Paulo levaram a uma vida seja ainda mais desafiadora depois da aposentadoria.
Somado a isso, as reformas previdenciárias que postergaram nosso período de descanso, com renda cada vez menor, nos impõem a necessidade de lutar para que os direitos e condições decentes conquistados a quem está na ativa seja estendida também a quem deixou os postos.
Porque é nos momentos em que a capacidade produtiva diminui por conta da idade e em que o suporte se torna mais necessário que o Estado tem virado as costas a quem construiu a educação.
A reposta vem de organizações como a AFUSE, imprescindíveis na luta por dignidade a aposentados(as). O sindicato é quem cobra o governo, por exemplo, para que invista a contrapartida no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo (Iasmpe), algo que a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) não tem feito.
Para muitos, o instituto é a única alternativa de atendimento na área de saúde em um período no qual o corpo cobra mais atenção.
Além disso, como nossos ganhos se tornam cada vez mais defasados anos após ano, a mobilização comandada pela AFUSE é muito importante para que a recomposição diminua os impactos da perda e essa também é uma pauta prioritária para nós.
Estar ao lado dos(as) aposentados(as) é defender o futuro, porque somente unidos(as) conseguiremos garantir dignidade hoje e para que a aposentadoria, no futuro, ainda seja um direito de quem dedicou uma vida inteira ao ensino público.
Para isso, estar associado(a) ao sindicato é fundamental, porque juntos somos fortes e defender trabalhadores(as) aposentados(as) é valorizar a nossa história.